domingo, 26 de outubro de 2008

Retorno


O retorno á normalidade é lento , mas felizmente está a concretizar-se. Hoje, passados 28 dias após a cirurgia, apeteceu-me , pela primeira vez, vir ao meu "cantinho" escrever.
O evoluir da recuperação está a ser favorável...e quase me parece um sonho o que já passou. Sou lutadora, por natureza, o optimismo dá por vezes lugar ao pessimismo, aos medos mas ...lá vou indo, caindo e levantando até começar a caminhar normalmente.
O resultado do schwanoma ainda não é conhecido, mas presumo que é benigno, tudo indica que sim. Graças a Deus, não foi o pior diagnóstico (o neurofibroma),se assim fosse, ainda não poderia caminhar.
Nestes momentos de grande dependência e "solidão", verificámos empiricamente, que as pessoas estão realmente muito envolvidas com o seu próprio umbigo. Estamos numa sociedade individualista, como tanto se tem falado.Quando vivenciamos estas problemáticas na nossa realidade, sabemos dar muito mais valor a pequenas coisas.Durante 22 dois estive praticamente imobilizada, ajudavam as muletas. Contudo, não me senti revoltada. Aceitei pacientemente a minha doença e recuperação, seguindo à regra todas as indicações médicas. Admirei , ainda mais, todas as pessoas que dependem dos outros e a minha homenagem vai para esses heróis diários!
Amanhã, vou para a Universidade e de autocarro: espero conseguir, pois ainda me sinto muito cansada; contudo, tenho de ir à luta e atingir o objectivo: o Mestrado.
Obrigada aos que foram realmente meus amigos e companheiros de caminhada. Não os enumero, pois eles sabem muito bem de quem falo! Também não foram tantos assim!...mas foram os verdadeiros! "E mais vale poucos e bons do que muitos e maus".
Estou de volta, não recuperada totalmente, mas já vejo a luz ao fundo do túnel.
Agora vou para a segunda fase: a da Fisioterapia; depois voltarei a ser como antes. Mas se não conseguir, então serei uma nova Cecília, também não me assusta esse facto!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A mensagem dada através da música

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The Great Gig in the Sky

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Esta é a maneira de homenagear o teclista,Rick Wright, fundador do grupo, Pink Floyd, grupo que eu tive oportunidade de ver actuar ao vivo no estádio de Alvalade em Lisboa, há alguns anos atrás.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA





Dizem que todos os dias devemos comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir os diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um yogurt pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Devemos tomar uma Aspirina, por dia, pois, previne o enfarte.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que tomarmos tudo isto ao mesmo tempo e tivermos um derrame, nem vamos perceber!!!
Enviaram-me este mail e não resisti em postá-lo:)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008


Fiquei impressionada com o discurso de Obama, mas não pude deixar de ficar mais com o da sua esposa, Michelle Obama, durante a convenção dos democratas.
Oxalá venha a ser a futura primeira dama da Casa Branca, mulher encantadora demonstrou ser portadora de grande auto confiança e firmeza no seu discurso de apoio ao marido e candidato á presidência, Barak Obama.
Dizem que os homens bem sucedidos têm uma grande mulher. Desta vez com certeza, é este o caso.
Se Barak Obama for eleito presidente dos Estados Unidos, espero que a sua mulher venha também a desempenhar um papel de mudança na igualdade entre todos/as.

Claudia Rogge





é uma fotógrafa alemã que vive e trabalha em Düsseldorf. È dona de um olhar sobre as coisas "pessoas" de uma beleza subjectiva, é certo, mas a mim particularmente agrada-me este tipo de fotografia.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Simone de Beauvoir-Do Eterno Feminino à Condição Feminina


"Não nascemos, mas sim nos tornamos mulher". Para Simone de Beauvoir impunha-se a necessidade de superar o "eterno feminino", visão que enclausurava e manietava a mulher, para a "condição feminina". Nesta altura, 1949, esta brava "guerreira" pelos direitos da mulher, mostrava a situação de opressão e de dependência que as mulheres viviam há séculos. Apesar dos avanços da sociedade moderna ainda estavam longe de serem abolidos, como nós podemos constatar até aos nossos dias.
Num Ensaio de dois volumes, livro que estou a ler, nestas férias , "Le Deuxiéme Sexe", 1949S, Simone de Beauvoir condena o papel submisso e de inferioridade a que as mulheres estavam sujeitas, numa luta de justiça e direitos de igualdade para com as mulheres. Como verificamos passados tantos anos, a luta continua e nunca é demais ser recordada.
"Os dois sexos jamais partilharam o mundo da igualdade, e hoje em dia ainda, se bem que a condição evoluiu, a mulher ainda fica muito atrás. Praticamente em nenhum país a sua posição legal é idêntica a do homem, havendo sempre uma desvantagem considerável. Ainda que os seus direitos sejam abstratamente reconhecidos, um longo hábito impede que eles se encontrem nos meios e nas expressões concretas. Economicamente, homens e mulheres constituem praticamente duas castas(...) os primeiros encontram-se em situações mais vantajosas, com os salários mais elevados, com maiores chances sobre suas concorrentes de data mais recente. Além dos poderes concretos que eles possuem, eles encontram-se revestidos de um prestígio que desde a educação infantil mantém a tradição. As atribuições do casamento assomam-se bem mais pesadas para a mulher do que para o homem(...); as servidões da maternidade reduziram-se pelo uso confessado, ou ainda clandestino, do controle dos nascimentos, mas a prática não se expandiu universalmente nem foi rigorosamente aplicada. Os cuidados das crianças e as exigências do fogão ainda são assumidas quase que exclusivamente pela mulher. Ainda que as elas trabalhem nas usinas, nos escritórios, nas faculdades, continuam a considerar que para elas o casamento é uma carreira das mais honoráveis o que as dispensa de qualquer outra participação na vida coletiva." (Beauvoir, 1949).