quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Depressão...


Um dia acordamos e não queremos abrir os olhos!!!... A confusão, o mundo é de tal forma perturbador que o local mais seguro é a cama ,dormir sempre... Não queremos ver, não queremos sentir...temos por vezes sonhos perturbadores, ou seja, pesadelos... A nossa realidade é tão negativa, parece-nos tudo tão sem importância!!! Questionamo-nos do porquê da nossa existência??? Culpamo-nos de não saber viver, de não rir, de não ter vontade de trabalhar, de sentir o coração aos pulos, falta de ar, CULPAMO-NOS DE NÃO TER VONTADE DE NADA!!! DO VAZIO!!! PORQUÊ EU????
Estamos loucos? Claro que não, simplesmente ,demasiado sensíveis; ao mundo e às pessoas que nos rodeiam e passam sem se aperceberem da nossa existência...Somos mais um número no meio de tantos...Felizmente há sempre "almas" BOAS, QUE SE PREOCUPAM CONNOSCO, QUE ACREDITAM EM NÓS, PUXAM - NOS DO PRECÍPICIO. A Depressão passa , tal como os dias cinzentos , que precedem os solarengos...Hoje, está um dia radiante de sol e amanhã??? Logo se verá...:) Um dia de cada vez...

AMOR LIVRE

YouTube - Amor livre

Amor LIVRE

Estive durante algum tempo sem vontade, nem capacidade de postar o que quer que fosse neste meu cantinho... Espero nesta fase conseguir estar mais criativa, activa e com dinâmica suficiente para voltar a escrever. Este vídeo é, para mim,de extraordinária beleza, amor e candura. Não poderia deixar de o passar é um símbolo da dádiva, do amor, da transcendência e bondade HUMANA.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

YouTube - Autismo-Para Mickie/For Mickie

YouTube - Autismo-Para Mickie/For Mickie

Para todas as crianças e pais deste MUNDO complexo e perturbador que é o do Autismo. Ao realizar um trabalho, para Psicopatologia, deparei-me com um mundo "diferente" dos "outros" mas que também poderia e poderá um dia ser o meu... Reflectir sobre o mundo "DIFERENTE" dos que me rodeiam, poder partilhar com eles, interagir de alguma forma, é um sonho que me persegue...já não está muito longe de ser concretizado.

sábado, 3 de novembro de 2007

Violência Parental



Este anúncio foi premiado internacionalmente, mas não passou na nossa televisão, em Portugal. Porque será? Recordo o poema da criança de 3 anos, "Meu nome é Sara ", vejam o vídeo em anexo...

·"O meu nome é Sara"." Tenho 3 anos ".

Os meus olhos estão inchados,

Não consigo ver.

Eu devo ser estúpida,

Eu devo ser má,

O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?

Eu gostaria de ser melhor,

Gostaria de ser menos feia.

Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar,

Eu não posso fazer asneiras,

Senão fico trancada todo o dia.Quando eu acordo estou sozinha,

A casa está escura,

Os meus pais não estão em casa.

Quando a minha mãe chega,

Eu tento ser amável,

Senão eu talvez levaria

Uma chicotada à noite.

Não faças barulho!Acabo de ouvir um carro,

O meu pai chega do bar do Carlos.

Ouço-o dizer palavrões.

Ele chama-me.Eu aperto-me contra o muro. Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.

Tenho tanto medo agora,

Começo a chorar. Ele encontra-me a chorar,

Ele atira-me com palavras más,

Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho. Ele esbofeteia-me e bate-me,

E berra comigo ainda mais,

Eu liberto-me finalmente e corro até à porta. Ele já a trancou.Eu enrolo-me toda em bola,

Ele agarra em mim e lança-me contra o muro. Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos

,E o meu dia continua com horríveis palavras..."Eu lamento muito!", eu grito

Mas já é tarde de mais .O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável. O mal e as feridas mais e mais,"Meu Deus por favor, tenha piedade!Faz com que isto acabe por favor!"E finalmente ele pára, e vai para a porta,

Enquanto eu fico deitada,

Imóvel no chão. O meu nome é "Sara"Tenho 3 anos.

Esta noite o meu pai *matou-me*.

Os animais tratam melhor os seus filhos...que retrocesso a humanidade está a viver...quem protege as nossas crianças se o mal começa em casa nos seus progenitores? Como vamos mudar estas indignidades?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Dor/Doença Crónica


A dor faz parte do desenvolvimento do ser humano, a sua informação primordial é alertar e informar para um desiquilibrio na estabilidade do organismo . Quando a dor persiste denomina-se de dor crónica. As estatísticas apontam que em Portugal 2 mihões de pessoas sofrem de dor crónica, desde musculos-esqueléticas, dores de cabeça intensas e contínuas, doentes com fibromialgia, ou outras .Mais do que um sintoma, a dor crónica torna-se uma doença, sendo o controle desta, o objectivo primordial. A incapacidade que advém desta " doença" crónica, bem como os efeitos associados ao seu aparecimento são de ordens diversas como: familiares, sociais e financeiros , além do sofimento contínuo das pessoas. As alterações vivenciadas pelo paciente são imensas e podem incluir : a imobilização e consequente enfraquecimento muscular e imunitário podendo desta forma contrair novas doenças; distúrbios do sono; dependência medicamentosa; dependência exagerada da família e de profissionais da saúde; menor rendimento no local de trabalho ; invalidez; tendência para o isolamento do meio social e familiar; ansiedade, medo, frustração, depressão ou mesmo suicídio. O meu pensamento de hoje vai no sentido de todos aqueles que sofrem e são incompreendidos. Porém, as dificuldades a nível psicológico não devem ser descuradas. Muitas pessoas enfrentam a perda de um corpo saudável e, para alguns, as diferenças no funcionamento corporal a que estavam habituados levam a uma perda de autonomia que é sentida com sofrimento, surgindo a necessidade de uma nova readaptação na sociedade. A qualidade de vida das pessoas afectadas fica, directa ou indirectamente, drasticamente diminuída, pelo que o Psicólogo adquire aqui uma enorme importância, pois possui competências para utilizar uma série de técnicas terapêuticas psicológicas que permitam à pessoa com dor crónica melhorar a sua qualidade de vida. Há técnicas utilizadas de acordo com as necessidades da pessoa que sofre de dor crónica, para ajudá-la a aliviar ao máximo o seu sofrimento e porque apesar da dor ser algo comum no ser humano, cada pessoa tem uma forma muito particular de a sentir.
É um facto, a dor crónica priva, induz milhares de pessoas à incompreensão dos seus achaques( físicos e mentais), das suas "infelicidades", ainda incompreensões. Os médicos , sempre com pouco tempo, não conseguem diagnosticar com precisão as queixas dos pacientes que carregam um fardo pesadíssimo, a "dolorosa" maleita , os pacientes lá vão andando de médico em médico até que algum se interesse plenamente pelas suas queixas.
O mesmo se passa em relação à saúde mental...é um mal generalizado...penso que no futuro algumas alterações deveriam ser feitas.
Perde-se tempo e dinheiro...nem os médicos fazem convenientemente o seu papel nem os doentes têm o privilégio de poderem confiar no seu trabalho...(não há regra sem excepção).